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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Urubu caçador

Certa ocasião a convite de meu primo o escultor Roberto Rangel. visitando sua exposição de arte na biblioteca municipal de Bom Despacho. Uma das peças em questão chamou-me atenção, um urubu, como naquele momento o escultor estava presente, ao discutirmos a respeito do procedimento do urubu, nós acabamos embarcando juntos no tempo, numa viagem retroativa ao passado em nosso tempo de criança, como a gente recriminava esta espécie e a maltratava atirando pedras neles.
Roberto me apresentou como justificativa de sua criatividade, ao esculpir a peça, a importância do urubu no meio ambiente, como instrumento utilizado pela natureza na limpeza dos dejetos provocados, com a morte de animais, que no passado eram descartados em locais e de forma inadequada sem um mínimo de cuidado pelo homem. Segundo sua opinião, o urubu sobe o máximo possível, para defecar em uma altura aonde suas fezes jamais atingem o chão, uma vez que desintegram em partículas minúsculas que a olho nu se tornam invisíveis, é um processo utilizado pela natureza para que os vírus e bactérias dos restos mortais do animal, não venham provocar mais danos com a disseminação da doença que o levou a morte.
Nossa prosa me trouxe recordações, de certo modo até saudosas. Lembrei-me da labuta na preparação tombando as terras com o arado boi por ocasião dos plantios de lavouras, em muitos casos após uma impiedosa seca que aniquilava inúmeros animais os levando a morte. Numa época, que, sem a metodologia técnica atual, houve grandes prejuízos aos pecuaristas. E os urubus deitaram e rolaram com a mortandade de animais principalmente bovinos.
Já dizia meu avô; tudo que existe na natureza tem sua razão de ser e sua função. Desde criança observo essa dinâmica criada por Deus para gerir a vida humana e silvestre no universo. Trabalhei sempre em lavouras circuladas por brejais. Brejais estes, que na seca, era a única fonte de alimentação para o gado. Convivendo nesse ambiente admirando e observando o comportamento dos animais silvestres, pude aprender muita coisa com eles a respeito da natureza.
O urubu caçador, por exemplo, se diferencia dos demais pela cabeça, cuja couraça é vermelha. É um animal que vive quase solitário, sua função é inspecionar o território a caça de alimento para sua espécie. Está sempre voando moderadamente, em baixa altura, inspecionando o território a procura de algo que o alimente. Ao encontrar um animal morto, geralmente ele come os olhos o e reto do animal. Feito isso ele começa voar em circulo e a subir em forma espiral.
Ao atingir uma determinada altura ele enrijece as asas e vira de ponta cabeça num mergulho rasante rumo à carniça encontrada, suas asas em consonância com o ar provocam um som idêntico ao jato de uma aeronave. Em questão de minutos surge urubu, vindo de todas as direções parecem ter saído de toda a extremidade da orla terrestre. É um espetáculo silvestre que nos levas a refletir sobre a sapiência e o instinto deste animal tão asqueroso e recriminado pelo ser humano. A teoria do escultor dizendo que o animal sobe nas alturas para defecar faz sentido sim, geralmente depois de saciados o urubu tem por hábito subir e voar em circulo nas alturas. No passado era comum, a esse procedimento, o sertanejo dizer que o urubu estava fazendo roda e com certeza teria um animal morto na propriedade.
Por Geraldinho do Engenho
Comerciante e escritor, morador do Engenho do Ribeiro em Bom Despacho MG.
Imagem ilustrativa extraída do site:https://estudandoabiologia.wordpress.com/2012/10/12/urubu-de-cabeca-amarela/

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