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sexta-feira, 7 de julho de 2017

O perigo da reutilização dos pneus velhos

Imagem ilustrativa, extraída do site:autos.culturamix.com
O uso de pneus para reciclagem vem se tornando comum nas cidades brasileiras. Em Bom Despacho a ideia está tendo adeptos e agradando. Acreditam que reciclar pneus é uma necessidade para proteger o meio ambiente. Mas é uma crença baseada em boas intenções e nenhuma informação sobre os perigos dos pneus velhos. Sim, são perigosos, por serem feitos com materiais de alta periculosidade e extremante tóxicos, que prejudicam a saúde humana, os animais, os insetos, árvores, flores e hortaliças. Pneus em hortas, praças e parques podem até dar aparência de beleza ou parecer preocupação para com o meio ambiente mas é o contrário, são péssimos para a natureza e principalmente para a saúde humana.
Veja  alguns materiais tóxicos que os pneus usados liberam todos os dias na natureza:acetona, anilina, arsênico, bário, benzeno, cádmio, cloroetano, cromo, cobalto, cobre,  chumbo, halogenados, isopreno, látex, manganês, mercúrio, níquel, nylon, fenol, pigmentos, hidrocarbonetos, aromáticos, policíclicos, poliéster, Estireno, butadieno, tolueno, tricloroetileno, etc. Esses são alguns dos materiais tóxicos encontrados nos pneus usados. Quanto mais velho, maiores são os produtos tóxicos liberados e em maior quantidade.
Os pneus cortados liberam esses produtos tóxicos mais rápido. Já o inteiro, libera mais lentamente, na medida que vai se decompondo. Quando um pneu é enterrado no solo e se decompõe, compromete todo o ambiente em volta, contaminando o solo e o lençol freático, com metais pesados. Os insetos e pássaros são as vítimas imediatas dos materiais tóxicos dos pneus. Abelhas que polinizam flores plantadas em pneus, tem a vida reduzida para menos da metade, além de produzirem mel contaminado. Beija-flores e outros polinizadores são contaminados. É comum também ver em fazendas pneus cortados sendo usados como cocho para dar ração ou água ao gado. O que é altamente nocivo à saúde do gado e a produção de leite do mesmo. Com certeza ao colocar ração em pneus, não está alimentando o gado só com a ração mas com toxinas pesadas que são liberadas na carne e no leite que consumimos, além de prejudicar a saúde do animal,
O sol, a chuva, o calor e o oxigênio, aceleram a decomposição desses materiais presentes nos pneus velhos.
Nos Estados Unidos, as escolas são orientadas a não usar pneus velhos em parques e muito menos nas bordas das plantações porque com a liberação de tanto material tóxico como chumbo e mercúrio, o solo é contaminado bem rápido, o que propicia o desenvolvimento de câncer. No Brasil não tem essa recomendação ainda, mas ambientalistas sempre mostraram os riscos para a saúde humana, fauna e flora, do uso de pneus velhos. 
Nunca, nunca mesmo façam isso. Alimentos nunca devem ser plantados em pneus. O risco de contaminação dos alimentos é garantido, bem como o surgimento de doenças, causadas pela liberação de metais pesados presentes nos pneus como chumbo,mercúrio, dentre outros.  Foto extraída do site:overskagreens
Quando se coloca um pneu velho no solo ele já começa a liberar seus materiais tóxicos, contaminando de imediato o solo em redor. A liberação de toxinas prejudiciais ao ser humano é gradual, principalmente para quem usa pneus em hortas. Não está ingerindo nada orgânico, nada saudável. Quem usa pneus em horta, está ingerindo quantidades significativas de venenos nocivos à sua saúde. Quanto mais sol sobre os pneus, numa horta, mais toxinas são liberadas, contaminando as plantas. Os efeitos podem surgir a curta, médio ou longo prazo, mas surgem. Não importa o tempo que leva,  os materiais químicos liberados na decomposição dos pneus prejudica toda a saúde humana, bem como do nosso meio ambiente.
Veja esse site e entenda como é a decomposição dos pneus e o que acelera sua decomposição. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25712610 
Esse link a seguir mostra os materiais orgânicos e inorgânicos liberados pelos pneus velhos sobre o solo. Veja: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25712610
Eu não recomendo o uso de pneus da forma que está sendo feito atualmente, sem nenhum conhecimento sobre seus efeitos e riscos. Sempre vi com maus olhos a reciclagem de pneus velhos. Como citei acima, a ideia é boa, as intenções são boas, mas os efeitos catastróficos. Em raríssimos casos, por necessidade, podemos usá-los para fortalecer encostas, fazer escadas em morros. Mas prefiro não recomendar. Não usem de forma alguma pneus velhos. 
Quem é ambientalista, quem cuida da natureza, não recomenda e não usará nunca.
As garrafas pets são menos nocivas à saúde e meio ambiente, embora se decompõem e tenham matérias químicos mas nem se compara ao alto poder de contaminação dos pneus.


Arnaldo Silva
Jornalista/Repórter Fotográfico Reg. Profissional 000361/RF MTB/DRT/MG.Formado em Gestão Ambiental

9 comentários:

  1. Excelente artigo e novidade, mesmo para mim que sou formado em Geografia com especialização em vigilância em saúde ambiental e auditoria e perícia ambiental. Que o material é tóxico é evidente, mas não sabia que liberava tão facilmente tais substâncias.
    Parabéns!

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  2. Curiosidade: de que maneira estes pneus deveriam ser retirados do meio-ambiente (reaproveitados, reutilizados ou reciclados)? Se não me engano, uma rodovia estadual do interior de São Paulo usou, experimentalmente, transformou pneus usados em "asfalto ecológico". Se contamina nas formas que vc descreveu acima, como rodovia também, porque tem contato com o solo.

    Grata,

    Luiza Mallmann

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    1. Sei desse caso e algumas prefeituras do Brasil vem usando asfalto de pneus velhos. É mais caro e mais durável. De imediato, que eu saiba, foi colocado sobre o asfalto já existente, o que já impede dos resíduos atingirem o solo. A decomposição acontece normal, mas com a transformação química feita, é retardada, mas acontecerá. Com o tempo, o tráfego intenso vai liberando pó de pneus, vai se soltar e causará os problemas normais. Mas sua decomposição, nesse caso, é mais demorada. Não chamo isso asfalto ecológico, eles que chamem do que quiserem. A lei brasileira obriga as empresas fabricantes de pneus a receberem de volta os pneus velhos e darem um fim a eles. Em minha cidade, no interior de Minas, todo mês, um caminhão carregado de pneus, uma média de 500, leva-os até SP. As empresas tem que recebê-los e dar um fim a eles.

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    2. Arnaldo, acredito que o tema deve ser mais discutido. Imagine quanto de pó de pneu existe no ambiente produzido pelo desgaste dos veículos em movimento, seja em rodovias ou em cidades. Imagine pra onde vai todo esse resíduo. Uma partícula menor tem mais desgaste e polui mais que um pneu inteiro, pois oferece menos resistência as intempéries. Sobre o uso em hortas, eu penso que deveria haver um estudo mais apura para essa finalidade e pesquisa em produtos que tornem o seu uso inerte. Fica meio contraditório fazermos crítica ao uso dos pneus na hortas em um estudo mais apurado e admitirmos seu uso nos veículos que esfarelam pneus e dispersam por todo lada, terra, rios e ocanos.

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  3. Nunca se ouviu falar da degradação de pneus na natureza; se assim for, não será somente seu uso em hortas que causaria danos ao meio ambiente. Até mesmo o uso em "asfaltamento" seria condenável. Alem dom mais, a própria utilização em veículos causa desgaste, liberando fuligem que tambem ficam sob ação do sol, e inevitavelmente tambem contaminará a natureza. Tomo emprestada a indagação da Luiza Mallmann: de que maneira estes pneus seria retirados do meio ambiente?

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  4. O Sr. Arnaldo Silva poderia/deveria citar os trabalhos cientificos que comprovam sua dissertação.

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    1. Sr. Sinfrônio, leia com atenção a matéria. Tem as fontes de pesquisa, em vermelho. Só clicar nos links em vermelho e ler as fontes científicas e de ambientalistas.

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  5. E os pneus que entram pelas nossas narinas e olhos?
    Estes são muito mais perigosos, entram em forma de poeira e vão diretamente para os nossos pulmões, para o lençol freático.
    Aqui na frente de casa, como em qualquer lugar, onde o piso das ruas é muito abrasivo, o desgaste dos pneus, representa quantos deles?
    Tudo isto com qualquer ventinho, invade nosso lares e nossos rios.

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  6. Pois é... Deixe para ambientalistas preocuparem-se com as babaquices que eles mesmos inventam.
    Mostram problemas, mas não indicam soluções. Então resta parar com o mi-mi-mi.

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