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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Antigamente a expectativa de vida era 50 anos, hoje 75. Se a vida antigamente era tão boa, por que viviam tão pouco?

Nossos antepassados viviam bem. A maioria da população brasileira vivia no meio rural, até os anos 70. Com a migração para as cidades, houve a inversão. Hoje cerca de 80% da população brasileira vive nas cidades.

As pessoas que viviam na zona rural antigamente tinham uma vida boa. Viviam do fruto de seu trabalho, comiam o que plantavam. Se alimentavam muito bem.Todas as casas antigamente, seja urbana ou rural, tinham quintal com horta, pomar e galinheiro. Muitas das vezes, chiqueiros.

As galinhas se alimentavam de milho. As plantas eram adubadas com esterco orgânico, retirado diretamente do curral. O gado comia capim, farelo de milho e cana, também sal mineral. Tudo natural.

Café era colhido e torrado na propriedade e moído na hora. O feijão ressecado no quintal. Plantavam arroz, mandioca, tudo sem nenhum tipo de agrotóxico.

Alimentavam-se bem, dormiam bem, tinham vida tranquila, sem TV e suas informações pesadas. Encontros de famílias eram constantes e as comidas eram naturais, preparadas em casa. Não existia antigamente padarias, lanchonetes, fast food, Mcdonalds, e nem refrigerantes com a facilidade que se tem hoje. Mas a expectativa de vida do povo nessa época era em torno de 50 anos. O povo se alimentava bem, mas vivia pouco.

No século 21, o povo vive mais. A expectativa de vida hoje é em torno de 75 anos aqui no Brasil.

Mesmo vivendo mais que antigamente é reconhecido por todas as organizações de saúde e ambientais do mundo que nos alimentamos mal e adoecemos por causa disso. A obesidade é uma doença crônica. Perceba fotos antigas. Raro ver alguma pessoa gorda no meio. Hoje não.

O diabetes e suas complicações crescem assustadoramente, principalmente entre crianças e adolescentes. São enormes as opções contendo açúcares hoje como refrigerantes, iogurtes, doces, chocolates e dezenas de produtos industrializados, todos açucarados a disposição nos supermercados.

Colesterol alto, problemas renais e cardíacos, dentre outros são comuns hoje. No tempo de nossos avós não.

Antigamente o povo se alimentava bem, com alimentos naturais e viviam menos e hoje, o povo se alimenta basicamente de produtos industrializados e frutas, verduras e legumes repletos de agrotóxicos, mas mesmo assim, vive mais.

Muitos perguntam:por quê? Esse fato tem alguma ligação com os dias de hoje? Não, não tem nada a ver.

Os naturalistas, ambientalistas e Ongs defendem a volta das hortas nos quintais. Eu defendo também. A OEA também recomenda e todos os órgãos sérios no mundo lutam para que seja reduzido o número de agrotóxicos na agricultura, ou proibi-los de vez. Os agrotóxicos adoecem a população e a maioria deles têm substâncias cancerígenas já comprovadas.

Os que são a favor dos agrotóxicos e industrializados alegam a necessidade e comodidade dos produtos já prontos. Além da geração de empregos, impostos, etc. Muitos são até irônicos ao comparar hoje com ontem e sempre dizem assim: “Se antigamente era tão bom, porque morriam cedo? Não tinha agrotóxicos naquela época e nem produtos industrializados”

Agora vou responder o porquê.

Viver menos antigamente não tem nada a ver com alimentação, mas morrer e ter doenças hoje tem a ver com alimentação.

Hoje as pessoas morrem e adoecem devido a hábitos alimentares errados. Antigamente não. Câncer, diabetes, colesterol alto, doenças hepáticas e renais são comuns hoje. Antigamente não, existiam, mas não da forma que vemos hoje.

A medicina hoje é avançada, antigamente era atrasada. A ciência hoje é bem avançada, antigamente não. A vida antigamente era tão rudimentar que na maior parte do Brasil nem energia elétrica existia. Escolas eram pouquíssimas. Poucos tinham acesso a estudos. Quem conseguia estudar, fazia no máximo o 4º ano de Grupo. Com isso tinham poucos conhecimentos e devido ao atraso tecnológico, quase que nenhum acesso a informações.


Hoje a ciência desenvolveu muito e todos os dias surgem novas tecnologias e acesso a elas bem como um leque enorme de informações, o que possibilita melhor qualidade de vida às pessoas.

No sertão, no interiorzão do nosso Brasil, era raro médico e poucas cidades tinham hospitais. Farmácias eram poucas. Remédios eram caríssimos, para um povo que mal tinha salário. E as doenças matavam por falta de médico, remédios e políticas adequadas para informar as pessoas sobre cuidados para com a saúde e higiene.

Boa parte das doenças que matavam antigamente, hoje tem cura. A medicina avançou muito nos últimos 30 anos.

A expectativa de vida antigamente, até os anos 60 no Brasil era 50 anos. Morria-se por lepra, tuberculose, sarampo, coqueluche, varíola, tétano, paralisia infantil, doença de chagas. Pode acreditar, gripe e até simples vermes matavam também.

A falta de informação, de remédios, de médicos, de hospitais e doenças incuráveis na época, juntando com a falta de saneamento básico, contribuíram para uma expectativa de vida baixa naqueles tempos.

Hoje temos informações, remédios de graça, mais médicos, hospitais, postos de saúde e boa parte das doenças que mais matavam antigamente, como lepra e tuberculose, são curáveis hoje.


A doença de Chagas, que era a mais comum no interior do Brasil e encurtava a vida das pessoas, hoje tem controle e a pessoa que tem a doença hoje, pode viver normalmente. Antes, quem tinha chagas, dificilmente passava dos 50 anos.

Deu para entender? Antigamente as pessoas vviam menos, devido ao atraso tecnológico, falta de informação, falta de hospitais e falta de políticas de saúde governamentais adequadas.

Hoje a expectativa de vida é maior devido ao avanço da medicina, da ciência e tecnologia, que se desenvolveu muito e assim foram surgindo remédios mais eficazes contra doenças, bem como a cura definitiva para outras que matavam, como por exemplo a lepra e tuberculose.

Os hospitais hoje são mais equipados, bem como os postos de saúde e o atendimento público de saúde está bem melhor e temos mais profissionais da saúde, comparando-se com o do século passado.

Mesmo com uma vida difícil, boa parte da população no século passado superava os 70, 80, 90 e até 100 anos. Quem tinha a sorte de não adquirir doenças, tinha uma vida muito boa e saudável.

Hoje a expectativa de vida aumentou e com ela as doenças. Câncer, problemas renais, hepáticos, cardíacos, diabetes e outras doenças são comuns hoje, principalmente o câncer. Essas doenças surgem, por fatores genéticos e como falei acima, por causa de uma alimentação errada, rica em conservantes, açúcares, carboidratos e agrotóxicos.

E o caminho para evitar essas doenças e ter uma vida longe de remédios e médicos é unânime entre os especialistas: uma alimentação rica, sem agrotóxicos, com produtos naturais, sem açúcar, sem gordura, sem adição de conservantes. Viver a vida que nossos antepassados viviam, se alimentando do que produziam. 

Siga esse caminho. Procure uma vida saudável, pratique esportes. Vamos voltar ao estilo de vida antigo. Vamos fazer horta e pomar nos nossos quintais. Plantar a nossa comida. Com certeza, teremos saúde e não vamos precisar de médicos tão cedo.

Dê preferência a alimentos orgânicos, evite refrigerantes, sorvetes, enlatados, frituras. Sucos, frutas, verduras, orgânicas devem fazer parte de seu cardápio diário. Praticar esportes, dormir bem, pelo menos 8 horas por dia, interagir com o meio ambiente, com os animais te fará bem.

Prolongue os dias de sua vida com muita saúde. Leve uma vida natural.

Arnaldo Silva
Jornalista/Repórter Fotográfico e Editor do Blog EcoVida Bom Despacho


Ilustrei este artigo com esta pintura de José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, 8 de Maio de 1850 — Piracicaba, 13 de Novembro de 1899), foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX. É frequentemente aclamado pela biografia como precursor da abordagem de temática regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial em favor de um naturalismo.

2 comentários:

  1. Hu3, se a expectativa de vida é de 75 anos, quer dizer que nasceu há 75 anos atrás a maioria das pessoas do mundo, ou seja, lá na década de 50 e 60 não tinha tantos agrotóxicos, obesidade, refrigerante assim como têm hoje, e olha que a maioria do povo fumava, pra fazer uma expectativa de vida tem que fazer a do século, por exemplo, de 1901 a 2001.

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  2. Hu3, se a expectativa de vida é de 75 anos, quer dizer que nasceu há 75 anos atrás a maioria das pessoas do mundo, ou seja, lá na década de 50 e 60 não tinha tantos agrotóxicos, obesidade, refrigerante assim como têm hoje, e olha que a maioria do povo fumava, pra fazer uma expectativa de vida tem que fazer a do século, por exemplo, de 1901 a 2001.

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