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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte realiza importante trabalho na conservação das abelhas

Quando o assunto é conservação ambiental, não importa o tamanho ou o valor comercial da espécie. Dos grandes mamíferos (elefantes, rinocerontes, gorilas, hipopótamos) aos pequenos animais, todos merecem ser conhecidos e cuidados. É com esse pensamento que a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte desenvolve ações voltadas para conservação das espécies de abelhas nativas existentes em seus espaços.

Atualmente, o declínio das populações de abelhas é um dos mais sérios obstáculos à preservação da natureza. Isso porque esses insetos, assim como as vespas, mariposas, borboletas, besouros, pequenos mamíferos (incluindo morcegos) e pássaros, são responsáveis pela polinização, que é um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra.

A polinização é um processo de reprodução sexuada que garante a geração de frutos e sementes, incluindo as diversas plantas que são essenciais à sobrevivência do homem e dos animais. Os polinizadores são responsáveis pela transferência de pólen entre as flores, na chamada polinização cruzada. Atualmente as abelhas sofrem com a drástica redução de suas populações em decorrência da destruição dos habitats, do indiscriminado uso de agrotóxicos, das queimadas, e de outros fatores que ocasionam um desequilíbrio ecológico.

Com uma extensa área verde, a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH) é um local com uma considerável variedade de espécies de plantas atraentes a polinizadores. Essa condição permite que seus diversos polinizadores, tais como as abelhas (que são expressivamente presentes nessa área), possam cumprir seus ciclos de vida e se manter ativos e integrados ao meio ambiente.

Neste contexto, técnicos da FZB-BH têm desenvolvido trabalhos que ajudam traçar estratégias de conservação de espécies de abelhas nativas. Isso ocorre de dois modos. Um deles é por meio de estudos acadêmicos que têm um objetivo mais amplo de possibilitar que a interação entre os chamados “polinizadores-chave” e suas plantas específicas resulte na recuperação de áreas degradadas. O segundo é pela introdução de técnicas de manejo ambiental correto, as quais permitem que esses insetos não ocupem áreas impróprias às atividades dos profissionais e à segurança das pessoas que frequentam a Fundação.

No primeiro caso, o destaque é o estudo desenvolvido pela bióloga do Jardim Botânico da FZB-BH, Juliana Ordones Rego, que, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), desenvolveu um projeto para definir, avaliar e reproduzir espécies de plantas nativas que forneçam recursos florais para os “polinizadores-chave” e que sejam apropriadas à recuperação de áreas degradadas. Esse projeto teve como base de estudo a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário do Caraça (em Catas Altas, Minas Gerais) e duas áreas de reserva da Região Metropolitana de Belo Horizonte: a Serra do Curral e a própria FZB-BH.

O estudo foi centrado em espécies herbáceas e arbustivas de Fabaceae, Solanaceae e Melastomataceae, e incluiu a avaliação, em campo, da interação dessas plantas com polinizadores-chave, a colheita de sementes e seu plantio em sementeiras experimentais. Foram selecionadas seis espécies vegetais fornecedoras de recursos florais para polinizadores-chave e com o potencial para recuperação de áreas degradadas. Também foram coletados sementes, frutos, estacas, mudas e indivíduos jovens dessas espécies para cultivo.

O cultivo desse material foi realizado no Jardim Botânico da FZB-BH. A biologia da polinização, o sistema reprodutivo e a frutificação das espécies escolhidas foram pesquisados in situ nas áreas de estudo. Protocolos de cultivo das espécies selecionadas foram criados para a produção de sementes e plantas, com a finalidade de que estas espécies pudessem ser testadas e utilizadas em medidas de recuperação de áreas degradadas.

Juliana Ordones também tem desenvolvido esse tema em sua tese de doutorado Plantas raras e ameaçadas de extinção – sucesso reprodutivo, interações com polinizadores e implicações para a conservação. Neste estudo a bióloga tem buscado conhecer a biologia reprodutiva de espécies de plantas raras e com risco de extinção, com o intuito de propor medidas conservacionistas. “Investigo se há fatores limitantes no sucesso reprodutivo dessas espécies, relacionados com a baixa eficiência de polinizadores ou falta desses, com a perda de flores e frutos, ou com a baixa germinação e estabelecimento das plantas”, explica.

Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=248973&pIdPlc=&app=salanoticias

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