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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Conheça o Araticum, uma das mais deliciosas frutas do Cerrado.

 
O araticum (nome científico Annona coriacea) é uma planta característica do Cerrado. Ocorre, normalmente, em áreas secas e arenosas. A árvore do araticum-do-cerrado é chamada de araticunzeiro e pode atingir até 8 metros de altura. Sua floração ocorre de setembro a novembro, sendo sua frutificação nos meses de novembro a março. Essas árvores possuem polinização entomófila, sendo os principais polinizadores os besouros. Não apresentam grande quantidade de frutos, mas em compensação apresentam frutos de até 2 kg.
Tem um fruto bastante conhecido e muito apreciado. Dependendo da região, leva o nome de pinha, ata, marolo, condessa, bruto, cabeça-de-negro, entre outros. O nome araticum é derivado do tupi e significa “árvore rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole”, visto que sua polpa é branca, viscosa e mole quando maduro.

Quando chega a este ponto, costuma cair dos galhos e pode ser coletada do chão. A fruta é coberta por uma casca marrom, bem grossa, e contém inúmeras sementes pretas e lisas presas à polpa. É consumida ao natural, mas a polpa é muito utilizada também para sucos, sorvetes e doces.

O araticum-do-cerrado é um fruto grande, que apresenta polpa adocicada, rica em ferro, potássio, cálcio, vitamina C, vitamina A, vitamina B1 e B2. Com relação às polpas ocorrem dois tipos de frutos: o araticum de polpa rosada, mais doce e macio; e o araticum de polpa amarelada, não muito macio e um pouco ácido. Na época de sua frutificação são comuns o seu consumo pelas populações locais e sua comercialização em feiras ou em beira de estradas.

Na culinária, o araticum-do-cerrado é a espécie mais bem aproveitada da família Annonaceae. Além de seu consumo in natura, também são produzidos, a partir dele, bolachas, geleias, sucos, licores, bolos, sorvetes, doces, entre várias outras receitas. As folhas e sementes do araticunzeiro são utilizadas para conter a diarreia, induzir a menstruação, além de serem usadas no tratamento de úlceras, cólicas, câncer de pele e reumatismo.
                                          
Infelizmente muitos araticunzeiros estão sendo arrancados em razão do desmatamento. Como a semente demora muito para germinar (em torno de 300 dias), corre-se o risco de não haver mais essa árvore, típica do cerrado, sem o cultivo humano.
“O quanto em toda vereda em que se baixava, a gente saudava o buritizal e se bebia estável. Assim que a matlotagem desmereceu em acabar, mesmo fome não curtimos, por um bem: se caçou boi. A mais, ainda tinha araticum maduro no cerrado.” Guimarães Rosa em Grande sertão: veredas, pg. 372

Fonte da matéria: www.mundoeducacao.bol.uol.com.br
Fotos de Arnaldo Silva

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